domingo, 16 de março de 2014

Coreto reconstruído no bairro de Marechal Hermes

Fundado em 1° de maio de 1913, o bairro de Marechal Hermes foi o terceiro bairro operário planejado do Brasil. 
A ocupação no bairro de Marechal Hermes, no Rio de Janeiro, pode ser considerada a primeira intervenção na questão da habitação no Brasil, porque foi planejada para os operários das fábricas. A “vila proletária” foi idealizada pelo então presidente da República, o marechal Hermes da Fonseca, para atender a uma carência de moradia popular, principalmente para aqueles que foram desalojados do Morro do Castelo. Projetada pelo engenheiro e tenente Palmyro Serra Pulcherio, a vila contava com um bulevar, que tinha uma praça no centro e a ligava à Estrada de Ferro Central do Brasil. 


A Vila Proletária Marechal Hermes foi inaugurada pelo presidente em 1º de maio de 1913, apesar de não estar concluída. A construção das moradias populares só foi finalizada duas décadas mais tarde, nos anos 1930, durante o governo de Getúlio Vargas, após a autorização da transferência da posse dos imóveis para o Instituto de Previdência dos Funcionários Públicos da União (IPFPU).


Para o novo planejamento de ocupação, foi proposto um concurso direcionado a arquitetos, no sentido de elaborar um novo plano de ação para o abandonado projeto habitacional de Hermes da Fonseca. No novo projeto da vila operária deveriam constar: um plano geral de urbanização; loteamento para 300 casas econômicas; um mercado; um campo de esporte; parque de diversões; cooperativa de consumo; delegacia de polícia; localização de terreno para maternidade; ratificação do arroio Tinguá e posto de gasolina. Foi convocado um júri para a análise das propostas, composto por Atílio Gomes, Saturnino de Brito (engenheiro), Celso Kelly (presidente dos Artistas Brasileiros) e Affonso Eduardo Reidy (arquiteto). Apresentaram-se dois grupos de arquitetos, cujos projetos acabaram sendo, em 19 de setembro de 1933, recusados pela comissão.

Seguiu-se, então, o projeto original do bairro, apenas modernizado com a construção de blocos de apartamentos. A ocupação aconteceu até a década de 1950, quando foi incluída infraestrutura de lazer, saúde e educação, como o teatro Armando Gonzaga (com projeto arquitetônico de Affonso Eduardo Reidy), o hospital Carlos Chagas, a escola Jose Acioli e a maternidade Alexander Fleming.

O teatro foi inaugurado em 1954. No mesmo, ano, provavelmente, deu-se também a inauguração do coreto da Praça XV de Novembro, localizada no centro do bulevar projetado por Pulcherio em 1913.


 foto de 1957


 foto de 1994

Em 1998, o bairro de Marechal Hermes foi contemplado com o projeto Rio Cidade. Após concurso público realizado pelo setor fluminense do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/RJ), o vencedor foi o escritório L.A. Rangel e C. Cavalcanti, que, sob coordenação do Instituto Pereira Passos e da Secretaria Municipal de Urbanismo, desenvolveu o projeto.

A obra de implantação do projeto foi iniciada em 2003. Entre as alterações previstas, estava a criação de uma rótula central no eixo da Rua Engenheiro Emílio Baumgart e a retirada do antigo coreto para instalação de outro, em estilo contemporâneo, além da retirada do busto do marechal Hermes, que estava instalado na Praça Montese, a praça de entrada do bairro.

 

As informações que obtive na época foi que a demolição do coreto ocorreu em uma noite, gerando inúmeros protestos dos moradores do bairro, que tinham por aquele equipamento uma grande afetividade, pela sua história, como uma referência do bairro. O busto do marechal Hermes foi retirado e guardado no depósito da prefeitura, permanecendo vazio o seu local original.





Após inúmeras solicitações dos moradores pelo retorno de seu patrono, o busto foi reinaugurado no dia 14 de junho de 2011, com a presença dos netos e bisnetos do marechal.

 

O retorno do patrono reacendeu entre os moradores a saudade do antigo coreto, que abrigava as festas do bairro. No festejo do centenário do bairro, comemorado no dia 1º de maio de 2013, tal ausência foi especialmente sentida, na Praça XV de Novembro.



Assim, dez anos após a demolição do coreto original, ele foi reconstruído e inaugurado no dia 15 de novembro de 2013, numa demonstração de valorização do patrimônio do bairro para os moradores da região.


 


A construção veja o video: http://youtu.be/sTa8Ra-kbOQ


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Siqueira Campos e o Monumento ao Levante do Forte em Copacabana



Esta história se iniciou com a descoberta de algumas fotos antigas do Monumento aos Dezoito do Forte nos arquivos da Prefeitura do Rio de Janeiro, datadas de 17 de setembro de 1959.


As fotos sugerem a retirada da estátua de Siqueira Campos da Praça Eugênio Franco, em Copacabana, sendo que a obra estava sobre o Marco ao Levante do Forte.





 






Na pesquisa, eu verifiquei que o busto em homenagem a Siqueira Campos – obra de H. Bertazzoni – tinha sido inaugurado em 16 de julho 1937. Ele foi instalado inicialmente na Avenida Atlântica, em frente a um cassino, e atualmente está na Praça Eugênio Franco, na entrada do Forte de Copacabana.


Contudo, matéria publicada na revista Veja de 10 de julho de 1974 traz o seguinte relato:


“Em 1932, o Major-aviador Carlos Saldanha da Gama Chevalier e o jornalista Rodolfo Dantas imaginaram uma festiva subscrição popular para custear o monumento. Chevalier, um participante secundário do levante do forte, recorda: ‘Tudo se fez para arrecadar dinheiro, chás dançantes,  corridas de Jockey e uma excursão da Miss Brasil da época, Yolanda Pereira, levantando contribuições’.


Com 57 contos de réis arrecadados, foi possível encomendar o trabalho do escultor e, com a sobra, pagar a fundição. A estátua da Siqueira Campos ficou pronta, mas dividido em três partes, sem a solda final, foi deixado muito tempo no Forte de Copacabana, aguardando as providências municipais que o transformaram o monumento público.

Do Forte foi levado ao Arsenal de guerra, onde esteve sob ameaça de ser fundido. ‘Felizmente, ele escapou desse destino’, suspirou Chevalier, ‘mas desapareceu’. Tornou a surgir, há poucos meses, provisoriamente montado no 25º Batalhão de Pára-Quedistas, no distante Campo dos Afonsos dos subúrbios cariocas, graças a um telefonema anônimo para a redação de um jornal.

Recuperado, o monumento aos 18 do Forte foi finalmente erguido na praia de Copacabana. Exatamente como havia sido planejado quarenta anos antes, a não ser por uma pequena alteração: na placa comemorativa, foram trocados os nomes dos colaboradores originais pelos do Governador e do Secretário de Obras do Estado, e se homenageou também o vice-presidente da República, Adalberto Pereira dos Santos, convidado à cerimônia.”

Em outra matéria, publicada pelo jornal O Globo no dia 7 de julho de 1974, existe o seguinte relato: 

“Para perpetuar a memória dos que sucumbiram nos dias ‘05 de julho’ e como uma consagração a quantos neles tomaram parte, foi lançada a idéia de erguer-se um monumento, o qual, entretanto, ainda não foi concretizado, ‘(à época deste relato – 17/09/1944)’, senão em parte, com a ereção do grande marco comemorativo, existente na Praça Eugênio Franco, nas proximidades do Forte de Copacabana. Vitorioso o movimento revolucionário de 1930, houve quem sugerisse a idéia da construção de um monumento aos heróis de Copacabana, ou aos ‘Dezoito do Forte’, como ficou conhecido a revolta de ‘05 de julho de 1922’. Foi o principal animador dessa iniciativa, o Tenente Carlos Chevalier. As subscrições abertas apresentaram, imediatamente, parcelas apreciáveis. Foi encarregado de organizar o projeto e levar a termo a obra o escultor Jose Rangel. O Prefeito do Distrito Federal Sr. Pedro Ernesto prontificou-se a ceder o material necessário a construção do pedestal. As pedras foram trabalhadas no morro da Viúva e ali ficaram aguardando transporte para o local. Também à figura do soldado em bronze no Arsenal de guerra, ai permaneceu à espera de condução.

Em resumo o monumento não foi inaugurado. 

Em 1943, o Coronel Euclides Hermes da Fonseca e outros oficiais reviveram a idéia da homenagem inexplicavelmente abandonada, e procuraram o prefeito desta capital a quem expuseram os propósitos de concluir a tarefa iniciada. Entretanto, a vista da impossibilidade da construção do monumento com a brevidade que seria de desejar, o prefeito sugeriu – e a sugestão foi aceita – que se levantasse um marco comemorativo dos dois ‘05 de Julho’ na praça Fronteira ao Forte de Copacabana, até que fosse efetivada a construção do grandioso monumento que deverá recordar os dois fatos históricos em homenagem aos que tomaram parte nos dois movimentos revolucionários desta capital e de São Paulo. É esse o grande marco que se ergue no centro da praça Eugenio Franco.”

Com base nestas informações, eu formulei a hipótese de que a estátua de Siqueira Campos foi executada no inicio dos anos 1930, mas o monumento ao Levante aos Dezoito do Forte, idealizado por José Rangel, não foi construído.  Com uma estátua inacabada, ergue-se em 1937 o busto em sua homenagem.




Provavelmente com a transferência do busto para a praça, ficou evidente  a dupla homenagem, isto é, uma: a estátua e o busto.

As fotos iniciais são da retirada da estátua em 1959. As matérias da imprensa confirmam que ela esteve sumida até 1974, quando foi descoberta no 25º Batalhão de Pára-Quedistas, no  Campo dos Afonsos. 

Esta carta do brigadeiro Eduardo Gomes ao secretario de Obras confirma a solicitação da estátua na Avenida Atlântica:  

“Exmo. Sr. Dr. Emílio Ibrahim


M..D. Secretário de Estado

Só agora, por motivo de saúde, posso agradecer a V. Exa. a carta que me dirigiu a 24 de outubro p.p, a propósito do monumento que se pretende erigir em memória do ‘heroísmo e bravura dos combatentes que não se renderam’ a 5 de julho de 1922.

Muito me sensibilizaram quer as expressões daquela missiva, quer a intenção do Governo do Estado, do qual V. Exa. é autorizado intérprete, de localizar o referido monumento, tanto quanto possível, no mesmo local em que tombaram os bravos na missão do holocausto.

Em resposta à consulta de V. Exa. nesse particular, incumbe-me confirmar que o exato local é o mencionado pelo historiador Glauco Carneiro no trecho que V. Exa. teve o cuidado de trasladar da obra ‘O Revolucionário Siqueira Campos’, de autoria do mesmo escritor.

Peço a V. Exa. se digne de transmitir ao Exmo. Sr. Governador Antônio de Pádua Chagas Freitas a reiteração de meu sincero reconhecimento pela honrosa iniciativa de seu Governo.

Peço-lhe ainda aceitar com iguais agradecimentos, a segurança de apreço e estima pessoal, com que me subscrevo. De V. Exa. Patrício e admirador obrigado Brig. Eduardo Gomes.

Rio, 6 de dezembro de 1973”

Uma das placas do Monumento a Siqueira Campos, situado na Avenida Atlântica, esquina com a Rua Siqueira Campos, confirma a solicitação do brigadeiro Eduardo Gomes e a instalação da obra. O texto da placa diz: “Monumento aos Dezoito do Forte de Copacabana, inaugurado a 05 de julho de 1974 com a presença do Vice-Presidente da República do Exército Adalberto Ferreira dos Santos e representando o Presidente da República General de Exército Ernesto Geisel e do Governador Chagas Freitas e do Brigadeiro Eduardo Gomes.”


A relação deste monumento com o existente na Praça Eugênio Franco é evidenciada na placa de bronze em baixo-relevo fixada na lateral do pedestal. Em ambos os monumentos está fixada a mesma cena dos militares caminhando pela Avenida Atlântica.

 





sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

A arte Marajoara de Fernando Correia Dias no Parque da Cidade



Apesar de integrar o acervo do Parque da Cidade, na Gávea, desde 1930, as obras de autoria do “Poeta do Traço”, como ficou conhecido o artista português Fernando Correia Dias, só foram identificadas recentemente.
Em 2013, 83 anos após a implantação, sua neta, Fernanda Correia Dias, procurou a Prefeitura do Rio solicitando a limpeza da fonte que se encontrava coberta por pichações. Na ocasião, apresentou à Gerência de Monumentos e Chafarizes, pesquisa que possibilitou a identificação da autoria do mobiliário existente nos jardins.


A “descoberta” da presença da arte nacionalista de Correia Dias confere charme e valor ao Parque da Cidade e ao acervo público do Rio de Janeiro. Motivo de sobra para se comemorar!


Sobre o artista:


Fernando Correia Dias nasceu 1892, em Lamego, no norte de Portugal.  Estudou artes no Liceu de Coimbra, dedicando-se especialmente à gravura, pintura e desenho.




                 

Mudou-se para o Brasil em abril de 1914, aos vinte e dois anos.


Com proposta inovadora, seu trabalho logo se destacou e em 1920 foi convidado pelo escritor Olegário Mariano para ilustrar seu livro,  "Últimas Cigarras". 



 
 Capa e ilustrações , 1920

Em 1922 casou-se com a poetisa Cecília Meirelles assumindo a  ilustração de seus poemas e livros, entre eles  "Baladas para El-Rei" (1925). Em 1987 “Ou Isto ou Aquilo”, de Cecilia foi publicado com as ilustração da neta dos dois, Fernanda Correia Dias.

    

Nesta mesma época, dedicou-se também à produção de cerâmica com motivos de arte marajoara. O sucesso de seus pratos e vasos rendeu-lhe, em 1928, o convite para produção em escala industrial através da Companhia Cerâmica Brasileira e, em 1930, a publicação pela Revista O Cruzeiro, do artigo intitulado: "Cerâmica Brasileira, a Obra Nacionalista de Correia Dias”.


OBS: A Cia Cerâmica Brasileira, fundada pelo empresário Américo Ludolf no Rio de Janeiro em 1910, foi a primeira empresa a produzir  porcelana para revestimentos de paredes e pisos no Brasil. 

Veja: Exposição em Portugal em comemoração aos 120 anos do nascimento de Fernando Correia Dias .http://www.youtube.com/watch?v=_rr8sAbJx-A


A arte Marajoara no Parque da Cidade:
Breve histórico do parque
A história do Parque da Cidade remonta ao século XVI, quando as terras onde hoje se localiza pertenciam à sesmaria doada a Manuel Bento. No início do século XIX, foram adquiridas pelo arquiteto francês Augusto Henry Grandjean de Montigny que, aproveitando os equipamentos existentes, instalou uma olaria para confecção de tijolos destinados às suas obras. Ao arquiteto é atribuído o projeto paisagístico original dos jardins.

Anos mais tarde, José Antonio Pimenta Bueno, o Marquês de São Vicente, comprou a propriedade para utilizá-la como residência de verão. Após a morte do Marquês, as terras foram vendidas ao Conde de Santa Marinha, Antonio Teixeira, que mandou remodelar os jardins e erguer a Capela de São João Batista (1887).

No início do Século XX, a propriedade foi adquirida pela família Guinle, que promoveu diversas obras de reforma, moldando a configuração atual do Parque. É nesse momento, no auge da febre do estilo Neomarajoara que a piscina e os jardins da residência passam a abrigar a arte de Correia Dias.




detalhe da cerâmica do piso

 detalhe da cerâmica da parede


Enquanto na piscina a cerâmica compõe a parede e o piso, nos jardins foram introduzidas uma bela fonte com o rosto de um índio, em bronze, e dois bancos que passaram a se destacar no parque. 




                                      


                               

 
                                             
                                             

Em 1939, a família Guinle vendeu a propriedade ao então Distrito Federal (Cidade do Rio de Janeiro) que a utilizou como sede de 1941 a 1948, quando foi transformada em parque público.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Bairro Peixoto - O seu marco inaugural

A área que hoje conhecemos como Bairro Peixoto, em sua origem pertencia à chácara do comerciante e comendador português Paulo Felisberto Peixoto da Fonseca. Como não possuía descendentes diretos, ainda em vida dividiu suas terras entre cinco instituições de caridade: Associação Asilo São Luís para a Velhice Desamparada, Sociedade Portuguesa Caixa de Socorros D. Pedro V, Sociedade Portuguesa de Beneficência do Rio de Janeiro, Casa dos Expostos e Hospital Nossa Senhora das Dores. Como condição determinou que os empreendimentos para o local não contemplariam estabelecimentos comerciais e não poderiam ter mais de três pavimentos. Esta última exigência seria alterada, pelo Prefeito Mendes de Moraes (1947-1951), para quatro andares.

 Eliseu Visconti - 1930

A parte do terreno  destinada à praça, com base na doação do Comendador de 15 de Junho de 1938, foi delimitada em  15 de dezembro de 1942 e se tornou logradouro publico em 1945.
Nesse período foi instalado um Marco em homenagem ao Comendador Peixoto, de autoria de Honório Peçanha, inaugurado em 14 de dezembro de 1944, três anos antes de seu falecimento, em novembro de 1947.



No singelo monumento de granito bruto, foram  instaladas duas peças em bronze. A primeira com a efígie do Comendador e a outra, numa placa alusiva às suas doações, consta a  seguinte inscrição: Para a cidade um bairro; Para a criança um lar; Para o doente um leito e Para o velho uma casa.
 

Muito recentemente, em novembro de 2013, a partir da observação de Andre Decourt, morador do Bairro Peixoto,  foram realizadas  intervenções no terreno próximo ao pedestal, a fim de comprovar que na lateral do marco havia originalmente uma fonte de água. E realmente, as escavações levaram à tubulação de chumbo que alimentava a fonte. 

 

Os cortes na pedra e os orifícios de saída da água estavam completamente  obstruídos por cera de velas porque durante muitos anos o monumento serviu para orações.

A descoberta dessa pequena fonte junto ao marco, resgata a história do bairro e do seu benemérito, que com sua exigência na doação reservou uma área bucólica em plena Copacabana, reconhecida e protegida como Área de Proteção Ambiental da Cidade pelo Decreto 9226 de 13 de março de 1990.



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Os chafarizes que desapareceram na Cidade do Rio de Janeiro

A Cidade do Rio de Janeiro é repleta de fontes e chafarizes. Atualmente conta com cerca de 105 peças representantes de diferentes estilos e épocas.  
Os primeiros, construídos ainda no Brasil Colônia (1500/1808), tinham a função de abastecer a população. Alguns existem até hoje e são relíquias do patrimônio nacional. Entre eles se destacam a Bica da Rainha no Cosme Velho e o de Mestre Valentim, na Praça XV.

Somente a partir do fim do século XIX surgiram os chafarizes ornamentais para embelezamento dos espaços públicos. Obras de arte de origem francesa, adquiridas por catálogos junto às Fundições do Val D’Osne, com arranjos de jorro de água compondo volume e altura passaram a fazer parte do mobiliário da capital do Império

Mas essa pesquisa se dedica aos chafarizes e fontes que desapareceram da Cidade, ora pela degradação da construção, outras vezes pela reformulação do espaço urbano e também pela falta de manutenção e consequente desgaste, junto a população, em função do abandono.


Esse levantamento foi realizado com base nas publicações existentes e através de fotos ou pinturas antigas (dados iconográficos). Por este motivo, há deficiência de informações nos registros, principalmente em relação à autoria e ao motivo de seu desaparecimento.


Os chafarizes que o tempo levou...


1. Chafariz da Carioca.

O primeiro chafariz construído com caráter público foi o do Largo da Carioca.

Inaugurado em 1723, marca a conclusão da instalação da rede, obra iniciada em 1718 pelo governador Antônio de Brito, para trazer a água do Rio Carioca para a atual Rua Evaristo da Veiga. Era um chafariz de mármore com dezesseis bicas em bronze. Em 1820 foi demolido e construído outro, temporário, em madeira.

Mais tarde, no período de Gomes Freire (1733/1763), foi construído o conhecido Aqueduto da Carioca (Arcos da Lapa) projeto atribuído ao Brigadeiro Pinto Alpoim, para melhorar a distribuição das águas.O primeiro chafariz construído com caráter publico, foi no Largo da Carioca .



   Thomas Ender
.


2. Chafariz de Grandjean de Montigny - Largo da Carioca.

Pulando para o século, XIX, porém no mesmo Largo da Carioca, em 1834 foi iniciada a construção de um novo chafariz, projetado pelo arquiteto Grandjean de Montigny. Inaugurado em 1848, tinha 35 bicas para o abastecimento da população, tanques para as lavadeiras e um bebedouro de animais. Foi demolido em 1925 na gestão do Prefeito Alaor Prata para alargamento do Largo da Carioca e implantação de um novo paisagismo.   

Pustkow Friedrich- BN

Arquivo Nacional 1925


Voltando ao século XVIII...


3. Chafariz do Palácio dos Governadores. 

Foi implantado pelo governador Gomes Freire de Andrade em meados do século XVIII, provavelmente em 1750. Era de cantaria lavrada em mármore e foi construído de acordo com o desenho e orientação de  El-Rei D. Manuel com pedras vindas de Portugal.   Para o abastecimento de água, instalaram o cano condutor de chumbo embutido em pedras perfuradas, envolvidas por grossas pedras e cal  ao longo da atual Rua Sete de Setembro.


 Ilustração de Guta

Ao instalar-se na cidade, em 1778, o Vice-Rei Luis de Vasconcelos, verificou que esse chafariz localizado bem próximo ao palácio era utilizado por escravos, aguadeiros e marinheiros. Incomodado, em 1789, a pretexto de mudá-lo de lugar argumentando que o mesmo atrapalhava as marchas militares e que estava em ruínas, mandou demoli-lo.
Como compensação mandou construir outro, próximo ao cais, concretizado em 1789. Trata-se do chafariz de Pirâmide, de Mestre Valentim, que se encontra até os dias de hoje na Praça XV.


4. Chafariz das Marrecas

Construído em 1785, tinha seu abastecimento oriundo do Aqueduto da Lapa e situava-se na Rua dos Barbonos, hoje Evaristo da Veiga.  Foi construído por Mestre Valentim, no governo de D. Luiz de Vasconcelos, em frente ao Passeio Público, separado dele pela Rua das Belas-Noites, depois Marrecas.


As descrições relatam que possuía dois tanques: no nível mais baixo, a água jorrava de cinco bocas de leão e no tanque superior, do bico de cinco marrecas de bronze jorrava a água destinada ao uso doméstico. A entrada era ornamentada por duas  pilastras de pedra lavrada nas extremidades do semicírculo e sobre as quais havia duas figuras de metal representando o “Caçador Narciso” e a “Ninfa Eco”.

Em 1896, a ampliação do Quartel da Policia Militar fez demolir o monumento mais interessante da época de Luiz de Vasconcelos. As esculturas de Mestre Valentim foram recolhidas ao Jardim Botânico pelo Dr. Barbosa Rodrigues e estão lá até hoje. 
 Terra Carioca - Fontes e Chafarizes de Correia Magalhães.

Armand Julien Pallière (1784 - 1862)




5. Chafariz do Largo do Moura


Foi construído em 1794, pelo Conde de Rezende, no largo entre o Museu Histórico Nacional e a ladeira do Morro do Castelo. Ali fora instalado o Regimento de Infantaria de Moura, a primeira unidade da Cidade e o local passou a se chamar o Largo do Moura. 

Era uma fonte de forma retangular, de alvenaria cantonada e pilastras de pedra trabalhada, encimada por vasos de mármore. Tinha quatro longos degraus de granito colocados na frente e nos fundos.  Pela pintura de Ender constata-se a imponência da construção. Na lápide em pedra lioz lia-se a seguinte inscrição: “Ilmo. e Exmo. Sr. D. José de Castro, Conde de Rezende, Vice-Rei e capitão general de mar e terra do Estado do Brasil mandou edificar esta fonte. Ano MDCCXCIV.”

Terra Carioca - Fontes e Chafarizes de Correia Magalhães.

Não há registros quanto à data de sua demolição, porém o local abrigou um necrotério que mais tarde deu lugar à construção de pavilhões, quando houve a Exposição do Centenário da Independência (1922).

 Thomas Ender, 1817



6. Chafariz das Lavadeiras

Foi uma obra realizada pelo Intendente Paulo Fernandes Vianna.  Recebia as águas que abasteciam o Chafariz do Lagarto (na Rua Frei Caneca) provenientes dos Rio Andaraí e Maracanã por canos de madeira. Foi inaugurado em 24 de junho de 1818
Loeillot
 Terra Carioca - Fontes e Chafarizes de Correia Magalhães.
O chafariz das Lavadeiras era formando por uma escadaria de cinco degraus, em forma de círculos que permitia o acesso ao tanque.  Do seu corpo central saíam vinte e duas bicas que jorravam a água no tanque. Fora da área central havia duas pias menores para os animais. Foi reformado em 1839 e demolido em 1873, durante a reforma do Campo de Santana feita pelo paisagista francês Glaziou.  


7. Chafariz do Mercado

Em 1834, a Câmara Municipal mandou construir um chafariz entre as ruas do Mercado e do Ouvidor, na antiga praia do Peixe. O projeto de Grandjean de Montigny foi financiado pelo vereador Manuel Teixeira da Costa e Silva.

O chafariz era formado por blocos de pedra e tinha uma bacia circular. Em cima dos blocos estavam assentadas quatro esferas que suportavam uma pirâmide quadrangular ornamentada por um ouriço de bronze.Em cada lado havia golfinhos de bronze por onde jorrava a água na bacia.  Foi demolido junto com o Mercado da Praia do Peixe (ou da Candelária) em 30 de agosto de 1911 na administração de Serzedello Correa.

 Foto: Fernando França Leite


8. Chafariz do Largo de Santa Rita

Sua construção datava de 1839, também obra do interventor Paulo Vianna. Para trazer as águas do aqueduto da Carioca até atual Avenida Marechal Floriano, em frente à Igreja de Santa Rita, o governo encomendou à Inglaterra, um encanamento de chumbo para cobrir toda a extensão do percurso

Terra Carioca - Fontes e Chafarizes de Correia Magalhães.

O chafariz possuía a forma de um polígono octogonal regular, composto de quatro corpos sobrepostos. Sobre o patamar, levantava-se o tanque octogonal, com oito bicas nas respectivas faces, tendo duas vezes e meia a altura do tanque. Oito frades de pedra, dos quais quatro suportavam um mastro de ferro de onde pendiam lampiões de azeite, completavam a ornamentação.  

Igreja de Santa Rita e chafariz

Desapareceu em 1884. Foi substituído por outro, escultórico, em ferro fundido, que posteriormente foi transferido para o Campo de São Cristóvão e que, desde 1986 permanece desmontado no depósito municipal.

 Foto de 1908

 Foto do arquivo da GMC -  1980


 9. Chafariz do Aragão 

Saindo do centro da Cidade, esse chafariz ficava localizado na Rua Conde de Bonfim, próximo a Rua dos Araújos. Foi construído em 1845, durante a gestão do Intendente Paulo Viana Francisco Alberto do Aragão, e por isso recebeu seu nome. Era composto por um corpo quadrangular, terminando com duas colunas superpostas em forma de cone.  O chafariz era abastecido pela água do Rio Maracanã na propriedade de Joaquim Henrique de Araújo, depois Visconde de Pirassununga. A data de seu desaparecimento não foi encontrada.
Terra Carioca - Fontes e Chafarizes de Correia Magalhães.

10.Chafariz do Largo de Benfica 

Projetado por Grandjean de Montigny este chafariz de tanque quadrado e estilo clássico foi construído em pedra. Embora estivessem previstas a instalação de 4 bicas de bronze, a peça recebeu apenas duas, instaladas uma na frente e outra na parte posterior. Não foram  encontradas informações sobre o período de seu funcionamento.

Terra Carioca - Fontes e Chafarizes de Correia Magalhães.

11. Bica da Praia de Botafogo

Era uma pilastra de pedra quadrangular com uma bica de bronze. Ao lado da bica havia uma escadaria que dava acesso ao mar. Somente esse desenho faz referência a sua existência.

 Terra Carioca - Fontes e Chafarizes de Correia Magalhães.



12. Chafariz do Palácio da Quinta da Boa Vista 

Localizado no terraço em frente ao Palácio da Quinta da Boa Vista, a fonte tinha uma grande bacia octogonal cercada por gradil de ferro, com postes para a iluminação. Poucas informações se têm dessa obra, o período de sua construção e do seu desaparecimento.

 sem identificação ( http://www.areliquia.com.br)

 Terra Carioca - Fontes e Chafarizes de Correia Magalhães. 




13. Chafariz do Passeio Público


Projetado e construído por Glaziou em 1873, possivelmente o primeiro com jorro central, para ser o principal elemento de embelezamento da entrada do Passeio Público.  No ano de 2004, por ocasião da reforma do parque, foram realizadas pesquisas arqueológicas que resultaram no resgate da bacia de concreto original, comprovando a sua construção e aterramento.



 Arquivo GMC

  Foto de 2004 do arquico GMC/FPJ


14. Chafariz da Travessa da Barreira

Esse pequeno chafariz representado pelo pintor Rugendas, foi identificado como uma fonte que existiu na Travessa da Barreira, atual Rua Silva Jardim, próximo a Praça Tiradentes.  Nenhuma outra informação sobre sua existência foi encontrada

 Aguadeiros de Maurice Rugendas, provavelmente de 1835.


15. Fonte da Saudade

Essa fonte é outra cujo único registro aparece na pintura de Marc Ferrez de 1885. Corresponde à atual Rua Fonte da Saudade, próxima a Lagoa Rodrigues de Freitas.  

 Marc Ferrez 1885


16. Fontes do Morro do Castelo

O abastecimento de água aos moradores do Morro do Castelo registrado em fotos, indica a existência de pelo menos duas fontes, provavelmente minas d'água: uma, de Augusto Malta, data de 1910, a outra, da época do desmonte do morro, é de 1922.

 Malta-1910

Arquivo Nacional demolição foto de Julio Ferrez 


17. Chafarizes do Jardim do Palácio Monroe

Inaugurado em 1906, o Palácio e o seu jardim de estilo inglês formavam um belo conjunto no final da Avenida Central. Instalados no jardim, três chafarizes com repuxo de água central  - dois circulares e o terceiro em formato de trevo de quatro folhas - ornamentavam pequenos canteiros ajardinadosI folhas.

 Arquivo GMC

  internet

Desapareceram na década de 50 (Século XX), transformando o espaço em estacionamento de veículos.

  fotos da internet



18. Chafariz Banheira dos Pássaros.

Dotado de bacias de formas desiguais, este é um dos exemplos sem nenhuma informação quanto à  sua origem e nem sobre o momento do seu desaparecimento. Estava localizado do lado esquerdo do Museu Nacional e era composto por três taças de cobre superpostas


Terra Carioca - Fontes e Chafarizes de Correia Magalhães.

   Foto da Cinemateca Brasileira




19. Chafariz da Garça


Esse chafariz provavelmente foi instalado em 1954, quando Burle Marx implantou seu projeto paisagístico para a Praia de Botafogo. Ficava próximo à sede da Fundação Getúlio Vargas e desapareceu no ano de 1992, sendo imediatamente substituído por um vaso em mármore de Carrara.


 Arquivo GMC


20. Chafariz da Exposição do Centenário da Independência

A escultura da Garça que jorrava água pelo bico se assemelha a de outro chafariz, também desaparecido e que havia sido instalado próximo à Praça XV de Novembro para a Exposição do Centenário de 1922, sugerindo a hipótese de tratar-se da mesma peça.


  Arquivo Família Ferrez




21. Chafariz - Crianças no Guarda Chuva 

Foi instalado em 1936 durante uma reforma da Praça Barão da Taquara, ou Praça Seca. Desapareceu no final da década de 50 do Século XX. 

 1949

Em seu lugar foi instalada uma escultura francesa, pertencente à coleção da Fundição de Val D'Osne, reproduzindo “Diana de Gabis”, que originariamente ornamentava o Passeio Publico.


22.Chafariz do Bolonha da Praça de Fé

Inaugurado em 1965 em comemoração ao VI Centenário da Cidade, foi demolido em 1995, depois de ter seu valor artístico considerado irrelevante ante a reforma urbanística proposta para o bairro pelo projeto Rio Cidade.





23. Chafariz do Bolonha da Praça N Senhora do Amparo

Foi inaugurado junto com o reconhecimento como logradouro público e implantação da praça em 1964 e demolido em 1995, durante obras necessárias à reordenação viária no bairro.


 Arquivo GMC



24. Chafariz de Bolonha do Jardim do Meier

Foi inaugurado em 1965 para as comemorações do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro e também sucumbiu em função de obras na praça, realizadas em 1989



 Arquivo GMC




25.  Chafariz da Praça XI de Junho

Foi construído na década de 60 e permaneceu embelezando a Avenida Presidente Vargas até 1975 quando foi demolido para as obras de implantação do Metrô da Cidade. 




26. Chafariz da Avenida Princesa Isabel

Construído na década de 60 (Séc. XX) é um projeto do artista plástico Miguel Pastor.  Trata-se de um monumento integrado por um grande obelisco em linhas modernas onde estava fixado o perfil da Princesa Isabel, um lago e o chafariz na frente, compondo o conjunto. Não há referências de sua desativação/demolição.





27. Chafariz da Avenida Presidente Antônio Carlos

Esse chafariz foi provavelmente construido no final da década de 50. Poucas informações foram obtidas mas o seu funionamento  formavam efeito de jorro de água.

  Fotos de arquivo GMC



28. Chafariz do Largo da Lapa

Instalado provavelmente nos anos 60 (Séc.XX), o pequeno chafariz ficava próximo ao Lampadário da Lapa.  Foi aterrado no final da década de 80 devido à dificuldade de conservação e alterações paisagísticas.

  Foto de arquivo da GMC



29. Chafariz Cascata da Praça Barão de Drumond

Em 1903, a Irmandade da Ajuda se instalou na área e começou um movimento pra a implantação de uma praça em frente à Igreja, o que ocorreu em 1909. A praça foi inaugurada em outubro daquele ano, com um coreto, rinque de patinação e um chafariz de ferro francês da Fundição de Val D'Osne.
Em 1954, durante uma reforma, o chafariz foi retirado e transferido para o depósito municipal até ser novamente instalado na Praça Condessa Paulo de Frontim, no Rio Comprido, onde permanece até hoje.

Enquanto isso, a Praça Barão de Drumond que em 1965, ganhara uma cascata com cerca de 20 metros de extensão e três níveis de degraus para a queda da água, em 1995 passa por nova remodelação, promovida pelo Projeto Rio Cidade, e perde de vez a cascatinha. http://wm.imguol.com/v1/blank.gif




30. Chafariz do Largo do Tanque

Consta que o nome "Largo do Tanque" se deve a um reservatório construído em 1875 para atender a animais, já que por ali circulavam bondes com tração animal que faziam o trajeto entre a Freguesia e a Taquara. 
Foi desativado em 1995 após a escultura “Bailarina” ter sido apedrejada e removida do local. A escultura, oriunda da Praia de Botafogo, foi transferida para a Praça Leonel Mesquita, na Freguesia.  

  Foto de arquivo GMC



31. Chafariz da Praça Edmundo Rego

O projeto paisagístico para a praça elaborado pelo arquiteto Azevedo Neto, em junho de 1934, incluía dois chafarizes circulares com cerca de 4 metros de diâmetro, com jorro central e funcionamento simultâneo. Esteve desativado por muitos anos,  mas em 1998 foi recuperado. Desapareceu em 2002 devido a uma nova proposta de paisagismo para a praça, que do projeto original preservou somente o pergolado de concreto.

   Arquivo GMC



32. Chafariz do Buraco do Lume


O Chafariz em cascata e o lago foram inaugurados em 1974. No início dos anos 90, a praça foi reformada perdendo o chafariz e boa parte dos jardins em decorrência da implantação de um terminal de ônibus

 foto de 1974



33. Chafariz da Candelária Fundos

Em 1988 o Prefeito Marcelo Alencar remodelou a Praça Pio X, no Centro, implantando dois chafarizes. O que ficava na face voltada para a Avenida Presidente Vargas foi aterrado seis anos depois, em 1994, devido à dificuldade de manutenção. 

O que fica em frente à entrada principal da Igreja da Candelária recebeu a escultura "Oferenda" de Humberto Cozzo, no centro do lago, e permanece em funcionamento até os dias de hoje. 

Foto de arquivo GMC



34. Parque Irmão Bernadelli 

Após a construção do Trevo das Forças Armadas, na década de 70, a área sob o viaduto se transformou em parque, com jardins e um grande lago entre as alamedas.  Em 1989, um novo tratamento paisagístico cercou o espaço e dotou a praça do chafariz circular de jorro central. A inauguração oficial só ocorreu em 1992, porém, constantes depredações levaram à sua desativação em 2001.





35. Chafariz do Largo do Meier

Chafariz projetado pelo escritório  Mayerhaver e Toledo e inaugurado em 29 de setembro de 1996. Depois de duas reformas foi desativado e aterrado em 2007 devido à dificuldade de sua manutenção.




36. Chafariz do Rio Carioca

Implantado pelo projeto urbanístico Rio Cidade Catete e de autoria da Planejamento Arquitetura Ambiental (PAA), foi inaugurado em 21 de março de 1996.  Era composto por três bicos que jorravam água para cima, para simbolicamente marcar a localização do rio que deu nome a Cidade.  Deixou de funcionar no ano 2000 e foi aterrado logo em seguida.

  Arquivo GMC



37. Chafariz da Vila Elite


Também implantado durante as obras de urbanização Rio Cidade Catete, projeto da  Planejamento Arquitetura Ambiental (PAA), foi inaugurado em 21 de março de 1996. Tratava-se de  uma cascata produzida em chapa inox.  Deixou de funcionar no ano 2000 e foi aterrado logo em seguida.

 Arquivo GMC


Durante essa pesquisa foi encontrada a foto abaixo, onde aparece um espelho d’água próximo aos Arcos. Assim como esse, outros chafarizes poderão ser redescobertos e incluídos nessa relação graças às possibilidades abertas pela internet e apoio das redes sociais, resgatando e valorizando cada vez mais o patrimônio artístico e a história da nossa Cidade. 

  jean-manzon-arcos-da-lapa-rio-de-janeiro-anos-1940.


Bibliografia consultada:
SANTA RITA, José de  - A água do Rio: do carioca ao Guandu: a história do abastecimento de água do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro: Synergia: Light: Centro Cultual da SEARJ, 2009
MAGALHÃES, Correa - Terras Cariocas  Fontes e Chafarizes -  Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, 1935