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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Os marcos rodoviários da Cidade do Rio de Janeiro

Os marcos rodoviários são uma referência “esquecida” na nossa Cidade. Foram instalados início da década de 30 (1930) para orientar as distâncias entre localidades, no momento que se iniciava o ciclo rodoviário no Brasil.
Executados em gnaisse, na forma de lápide, estes pequenos equipamentos urbanos perderam sua funcionalidade ao longo do tempo e, talvez por esta razão, muitos tenham sido removidos, sem que lhes creditasse qualquer valor.

Nos que ainda restam é possível identificar a indicação “ERF” (Estrada de Rodagem Federal), com a informação em quilômetros, da distância do ponto onde se encontra até o Centro. Na face posterior, a inscrição “DF” (Distrito Federal) indica o período em que a Cidade do Rio de Janeiro era a capital do país, e nas faces esquerda e direita, o registro da distância de duas localidades próximas.

Curiosamente, o levantamento dos marcos rodoviários é fruto da pesquisa isolada de um jovem, Giovani Boechat Chiste que relacionou todos os que encontrou, contribuindo assim para o cadastramento dos Monumentos da Cidade.

E é ele quem conta como foi que tudo começou:

"Desde criança tive interesse por história. Minha mãe sempre me levou aos museus, parques, palácios... me acostumei a ver, a ler, a conhecer a história. Somado à sorte de morar no Rio de Janeiro, capital do Império e depois da República, meu gosto pela história foi facilitado por estar sempre perto de lugares que contam a história do nosso país. E a História não está só nos bairros do Centro e Zona Norte da cidade. Ela está espalhada por todos os bairros do Rio. Cada um com sua particularidade de como começou, desenvolveu-se e se transformou no que é hoje.

No início de 2012 estava andando por um desses bairros, Campo Grande, na Zona Oeste, quando um bloco de pedra gnaisse chamou minha atenção. Tinha algumas inscrições e parei para olhar de perto. Eu ainda não sabia que naquele momento estava fazendo uma descoberta fantástica no meu mundo de amante da história. O morador da casa em frente cuidou muito bem da peça, mantendo-a limpa e conservada, o que me fez enxergar o pequeno monumento. Em uma das faces havia a inscrição “F. CAXIAS”. E então o ponto de partida da minha pesquisa foi encontrar o que era F. Caxias. Descobri ser um bairro do então distrito de Seropédica, emancipado de Itaguaí em 1995. Nas pesquisas encontrei o decreto 18.323 de 24 de julho de 1928, primeiro estatuto sistematizado tratando de trânsito e que ficou em vigência até o primeiro Código Nacional de Trânsito, em 1941. Em seus artigos 14 e 15 determina a instalação de “marcos kilométricos” nas “estradas públicas”. Diz também que eles deveriam ser instalados “de 1.000 em 1.000 metros, contados a corrente.” Dias depois de encontrar o primeiro, acidentalmente encontrei outro em Pedra de Guaratiba. Hoje já são quase trinta encontrados pela cidade e acredito que há muitos outros por descobrir. 



O primeiro marco encontrado na Avenida Cesário de Melo, 216.



Giovani Boechat Chiste


Graças ao levantamento de Giovanni, 29 marcos já foram localizados e por essa publicação, dois outros foram identificados, uma na Gavea em outro por Juarez Correa em Campo Grande. Abaixo, seguem os endereços de cada um para que sejam conhecidos e preservados, recuperando seu lugar na história de nossa cidade. 

1 - Praça Santa Cruz -  Santa Cruz
2- Largo da Maçonaria - Campo Grande

3 – Avenida Cesário de Melo 6438 - Inhoaíba

4 – Avenida Cesário de Melo 214 - Campo Grande

5 – Avenida Artur Rios 1414 -  Campo Grande

6 – Avenida Burle Marx, 8300 -  Guaratiba

7 – Estrada do Mato Alto 3686 -  Campo Grande

8 – Estrada do Mato Alto 4560 - Campo Grande

9 – Estrada do Mato Alto 5550 - Campo Grande

10 -  Av. Cesário de Melo 9612 - Kosmos

11 – Estrada do Cabuçu 3416 - Campo Grande

12 -  Av Joaquim Magalhães 439 - Senador Vasconcelos

13 - Av. Cesário de Melo 1127 - Campo Grande
14 - Rua Barros de Alarcão 901 – Pedra de Guaratiba
 15 -  Estrada de Sepetiba 976 - Sepetiba

16 -  Estrada  de Sepetiba 1882 - Sepetiba

17 – Estrada de Sepetiba 3154 - Sepetiba

18 – Estrada da Matriz s/nº - Guaratiba

19 -  Estr. dos Bandeirantes 29990 – Vargem Grande

20 – Rua Uranos 823  - Ramos

21 - Estrada do Joá 3320 - Parque Nacional da Tijuca


22 -  Estrada do Joá  2492 - Parque Nacional da Tijuca

23 -  Rua Francisco Real 687 – Padre Miguel

24 - Estrada  da Matriz 6966 - Guaratiba

25 - Estrada das paineiras s/nº - Parque Nacional da Tijuca

26 - Estrada da Vista Chinesa 707 – Parque Nacional da Tijuca

27 - Estrada da Vista Chinesa  1003 – Parque Nacional da Tijuca

28 - Estrada da Vista Chinesa 1579 – Parque Nacional da Tijuca

29 - Campo de Marte - Realengo

30 - Estrada da Gávea, 10 - Gávea
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31. Estrada do Marapicu com Estrada da Serrinha -   Campo Grande.


Marcos incluídos em em 12 de janeiro de 2015, identificados por Luis Verdugo.

32. Estrada Velha de Barra de Guaratiba - Guaratiba ( servindo de apoio de um guarda corpo)
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33. Estrada Velha de Barra de Guaratiba - Guaratiba ( servindo de apoio de um guarda corpo)
https://www.google.com.br/maps/@-23.0681234,-43.5674177,3a,75y,180h,90t/data=!3m4!1e1!3m2!1sr_SmC00SBAZAvAEFtIoytw!2e0






sábado, 15 de novembro de 2014

A Praça Onze, homenagem a Marcilio Dias.

Atualmente a Praça Onze é reconhecidamente um local que remete aos afrodescendentes e sua cultura. Muitos creditam o feito à inauguração do Monumento de Zumbi dos Palmares,1986. Muito antes porém, o berço do samba já acalentara outro jovem negro, de 27 anos, herói que defendeu o território brasileiro na Batalha do Riachuelo, um dos mais importantes episódios da Guerra do Paraguai: Marcílio Dias.

Onde tudo começou ...

Até o final do século XVII a região onde se situa a Praça Onze de Junho (Praça Onze) era desabitada. Após a chegada da Família Real Portuguesa, por volta de 1810, cabe ao Rei D. João iniciar a ocupação do que hoje conhecemos como Cidade Nova inaugurando o Largo do Rocio Pequeno.

Entretanto, a primeira benfeitoria no local só ocorre em 1842, com a implantação de um chafariz em cantaria, de estilo neoclássico, projeto de Grandjean de Montigny, para servir no abastecimento das casas e estabelecimentos do entorno.

Anos mais tarde, com o início da Guerra do Paraguai (1864/1870) e a onda de nacionalismo a partir da vitória brasileira na Batalha Naval do Riachuelo (1865), o Imperador Pedro II rebatizou o Largo do Rocio Pequeno com a data do confronto principal que levou à morte, entre outros, o marinheiro Marcílio Dias: Praça Onze de Junho.

O relatório oficial sobre a batalha aponta Marcilio Dias como herói. Escrito pelo comandante do navio Parnahyba, capitão-tenente Aurélio Garcindo Fernandes de Sá (1829-1873), o relato destaca vários oficiais, sargentos, soldados e marinheiros que lutaram com bravura. Mas o destaque maior foi reservado a Marcílio Dias, que morreu enfrentando os inimigos na ponta da espada:

"O imperial marinheiro de 1ª classe Marcilio Dias, que tanto se distinguira nos ataques de Paissandu, imortalizou-se ainda nesse dia. Chefe do rodízio raiado, abandonou-o somente quando fomos abordados para sustentar braço a braço a luta do sabre com quatro paraguaios. Conseguiu matar dois, mas teve de sucumbir aos golpes dos outros dois. Seu corpo, crivado de horríveis cutiladas, foi por nós piedosamente recolhido, e só exalou o último suspiro ontem pelas 2 horas da tarde, havendo-se-lhe prestado os socorros de que se tornara a praça mais distinta da Parnahyba. Hoje, pelas 10 horas da manhã, foi sepultado com rigorosa formalidade no rio Paraná, por não termos embarcação própria para conduzir seu cadáver à terra".


A iniciativa de retratar Marcílio Dias aconteceu quase meio século depois de sua morte. Em 1902, o capitão-tenente Santos Porto, diretor da Revista Marítima Brasileira, convocou oficiais, marinheiros e soldados contemporâneos do marinheiro Dias para criar a imagem do herói, encomendado ao artista Décio Vilares. 

A partir do retrato, o escultor Luis Paes Leme criou o monumento, doado pelo Clube Naval à cidade para colocação na Praça Onze, concretizando a homenagem com a inauguração em 11 de junho de 1948, aniversário da batalha e da morte de Marcílio Dias. 

 1957


As razões que retiraram o busto da Praça Onze

A primeira remoção do monumento ocorreu em 1978 para as obras do Metro. A recolocação ocorreu no ano seguinte, 1979, até que em 1983, um acidente de carro avariou o pedestal e derrubou o busto. Recolhido pela 6ª Delegacia de Polícia, foi encaminhado ao Comando do 1° Distrito Naval, na Praça Mauá, e posteriormente entregue para o antigo Departamento de Parques e Jardins, onde os danos sofridos foram recuperados.


De volta à Praça Onze, foi reinstalado em 1986, meses antes da inauguração do Monumento à Zumbi dos Palmares, onde permaneceu até ser roubado em 1988 conforme registram o ofício 520-0-DGPJ, de 19 de dezembro de 1988, e as notícias dos jornais da época.

Recuperado, o  busto foi reinaugurado na Praça Barão de Ladário, em 1995, em frente ao I Distrito Naval, onde ficou até 2012. Sua remoção deveu-se à execução das obras de infraestrutura do projeto Porto Maravilha. Atualmente encontra-se sob a guarda da Marinha do Brasil, enquanto espera nova oportunidade de voltar à área pública. 
  

Biografia de Marcílio Dias

Marcilio Dias ingressou na Armada Imperial como recruta em 6 de julho de 1855, aos 16 anos de idade, e sentou praça no Corpo de Imperiais Marinheiros em 5 de agosto do mesmo ano.
Em 1856 embarcou na corveta Constituição e, logo após, no navio Tocantins. A 15 de maio de 1861 recebeu a sua primeira promoção, passando a Marinheiro de Terceira Classe. Foi promovido depois a Marinheiro de Segunda Classe em 11 de maio de 1862. No ano seguinte, já na Escola de Artilharia, recebeu a classificação de "Praça Distinta".
Em 1864 embarcou na corveta Parnaíba, em expedição ao Rio da Prata. No regresso, a 20 de julho do mesmo ano, foi promovido a Marinheiro de Primeira Classe (equivalente hoje a Cabo). 
Em 6 de dezembro de 1864, quando o Almirante Tamandaré iniciou o cerco a Paysandú durante a Campanha Oriental (1864-1865), Marcilio Dias teve o seu batismo de fogo, contra as forças do Uruguai. Durante o assalto final à Praça-forte de Paysandú, em 31 de dezembro de 1864, uma batalha que durou 52 horas, terminando em 2 de janeiro de 1865, Marcílio Dias foi um dos mais bravos combatentes, tendo ficado famoso o seu grito de 'vitória', quando subiu à torre da Igreja Matriz de Paysandú acenando para os seus companheiros com a bandeira do Brasil. 


Sagrou-se herói na Batalha Naval do Riachuelo, em 11 de junho de 1865, no início da Guerra da Tríplice Aliança. Quando a corveta Parnaíba, onde chefiava o rodízio raiado de ré, foi abordada por três navios paraguaios, travou uma luta corpo a corpo contra quatro inimigos, armado de sabre, abatendo dois deles. Na luta teve seu braço decepado na defesa da bandeira do Brasil. 

Para o público externo à Marinha – intelectuais, artistas, integrantes de movimentos sociais –, João Cândido é o herói negro número um da corporação. Mas para o círculo militar,  Marcílio Dias, é o herói negro da Batalha do Riachuelo, portanto, quem recebeu inúmeras homenagens:
- dois meses após a sua morte, a Marinha Imperial incorporou um navio a vapor, adquirido na Grã-Bretanha para servir para o transporte de tropas, batizando-o de Marcílio Dias;
- em 1891, um torpedeiro de alto mar, construído em Londres, também foi batizado de Marcílio Dias;
- em 1910, o Almirante Alexandrino de Alencar criou a Medalha Marcílio Dias de Valor Militar";
- em 17 de março de 1919, foi fundado o Clube Náutico Marcilio Dias, na cidade de Itajaí em Santa Catarina;
- em 1922 foi fundado o Instituto Estadual de Educação  Marcílio Dias, na cidade de Torres/RS; 
- em 13 de dezembro de 1926, a Fundação do Amparo ao Marujo Brasileiro, recebeu o nome de Casa Marcílio Dias, embrião do atual Hospital Naval Marcílio Dias, no bairro Lins de Vasconcelos, no Rio de Janeiro;
- em julho de 1940, o presidente Getúlio Vargas lançou ao mar o contra torpedeiro Marcilio Dias; 
Várias outras instituições, militares ou civis, em todo o Brasil, assim como ruas, praças, cidades e outros logradouros foram batizados com seu nome

  Busto no Hospital Naval Marcilio Dias, no bairro do Lins de Vasconcelos. Foto de Alexandre L. Rosa

 Busto na Estação do Metro Praça XI. Foto de 
 Renan F. Souza




domingo, 9 de novembro de 2014

As ruas em pé de moleque na Cidade do Rio de Janeiro



Os chamados pés-de-moleque, ou calçada portuguesa, são os antigos calçamentos construídos sobre terra batida com pedras irregulares ou de seixos rolados (pedras redondas de rio). As ruas do Rio de Janeiro eram de terra batida e, com o tempo, foram sendo pavimentadas com pedras, a fim de permitir a circulação em diversas situações climáticas, surgindo o piso de pé-de-moleque. Muitos calçamentos desse tipo foram cobertos por outros mais modernos, sendo hoje raros os que ainda permanecem na cidade, como resquícios esquecidos de uma época.Um dos mais belos conjuntos de ruas em pé-de-moleque do Brasil está na cidade de Parati (RJ). Bem menos conhecidos, os conjuntos similares que existem na capital do Rio de Janeiro necessitam de uma proteção especial, a fim de preservar o registro de um passado. Numa tentativa de zelar por essa memória, foram relacionados os locais onde ainda é encontrada a autenticidade da pavimentação urbana carioca.


1. Ladeira da Misericórdia - Largo da Misericórdia 259, Centro


A primeira rua calçada no Rio de Janeiro foi essa ladeira, que se situava no agora extinto Morro do Castelo, cuja ocupação começou em 1567, quando o então governador Estácio de Sá transferiu cerca de 120 portugueses para o morro, como uma medida estratégica de segurança. No local, bastante íngreme, foi construído o Colégio dos Jesuítas e levantada uma muralha, para defesa do núcleo urbano. O acesso ao morro era feito apenas por uma rua em terra batida. Em 1617, o caminho foi calçado com pé-de-moleque. Em 1922, o  Morro do Castelo, berço da cidade, foi arrasado para aterro de vários pontos da metrópole, restando apenas um pedaço dessa ladeira como testemunho da formação do Rio.



2. Rua Silvino Montenegro, 53 acesso a Igreja Nossa Senhora da Saúde, Morro da Saúde.



Até o séc. XVII, a área urbanizada do Rio de Janeiro localizava-se entre o Morro do Castelo e a atual Rua da Alfândega. No morro da Saúde, de propriedade de Manuel da Costa Negreiros, foi construída uma capela entre os anos de 1742 e 1750. Com o passar do tempo, ela foi sendo ampliada até se apresentar como uma igreja em estilo rococó, a de Nossa Senhora da Saúde, que deu nome à localidade. O acesso foi todo calçado em pé-de-moleque, que resiste até hoje, apesar de ter sido construída uma escada lateral para facilitar a subida. 




3. Ponte dos Jesuítas - Santa Cruz

Para interligar a Fazenda de Santa Cruz à região de São Cristóvão, os jesuítas abriram uma estrada e construíram a Ponte dos Jesuítas, feita em 1752. Concebida pelo padre Pero Fernandes, a ponte tinha função de regularizar o fluxo das águas na baixada, promovendo a irrigação natural para manter os níveis de umidade dos pastos e evitar inundações. A ponte foi feita de pedras sobre o rio Guandu. Com seus 50m de extensão e 6m de largura, ela foi calçada em pé-de-moleque, para a passagem de tropeiros e pedestres.




4. Largo do Boticário - Cosme Velho

Até os anos 1920, o calçamento do Largo do Boticário era em pé-de-moleque. Durante seu mandato como prefeito (1926-1930), Prado Júnior mandou substituir o calçamento pelas atuais lajes de pedra, que lá se encontram até hoje. Contudo, no acesso ao largo, permanece o piso em pé-de-moleque. O largo começou a ser habitado em 1831, sendo que sua primeira residência foi erguida em 1846 e era de propriedade do marechal Joaquim Alberto de Souza Silveira, homem da corte do Imperador e padrinho de nascimento de Machado de Assis.


5. Largo Professor Silva Melo - Cosme Velho

Da  área remanescente do acesso ao túnel Rebouças, foi criada o Largo Professor Silva Mello com piso de pé de moleque e canteiros e um pequeno chafariz.  Projeto dos arquitetos  Alencastro Graça, Jorge Martins Cancela e Carlos Werneck de Carvalho da DPJ, foi inaugurado em 1974



6. Ladeira do Cerro Corá,  Rua Cosme Velho 647 - Cosme Velho 




7. Estrada das Paineiras 484, acesso a Capela de São Silvestre - Cosme Velho




8. Rua Orlando Rangel, esquina com Barão de Guaratiba, 44 – Glória 



9. Rua Santo Alfredo, no Largo dos Neves, Santa Teresa

  

10. Ladeira dos Meirelles - Santa Tereza



11. Rua Miguel de Paiva a partir do numero 408 -  Santa Tereza





12. Rua do Paraiso - Santa Tereza 


  Foto Ivo Korytowski


13. Rua Paula Ramos a partir do numero 433, Santa Tereza

  Foto de  Raul Felix de Souza



14. Ladeira Souza Doca - altura Rua Santa Alexandrina 752


 Foto Ivo Korytowski



15. Travessa Xavier dos Passos, inicia na Estrada Dom Joaquim Mamede 199 - Santa Teresa


 foto de Raul Felix de Souza


16. Beco João Jose - Saúde



17. Rua Jogo da Bola, Morro da Conceição



18. Morro do Livramento


19.Travessa de São Carlos - Catumbi

 foto  de Raul Felix de Souza

20. Ladeira do Gusmão, próximo a Rua Senador Alencar 67 - São Cristovão

 foto de Raul Felix de Souza


Para finalizar, faço as seguintes considerações. Para muitos, asfalto é sinônimo de progresso e infraestrutura urbana; porém, possui as desvantagens de ter dilatação térmica, que causa fissuras e resulta em deformidades e buracos. Por deteriorar com mais frequência, esse tipo de pavimento tem que ser constantemente recapeado ou inteiramente refeito. Já a pavimentação em pedra, de pé-de-moleque ou de paralelos, tem as vantagens de apresentar alta durabilidade, facilitar o escoamento da água da chuva e ser ecologicamente correta, apesar de imprópria para a circulação intensa de veículos. Manter as ruas de pedra é uma questão de sensibilidade dos moradores que preservam a originalidade na cidade.